\n'; document.write(barra); } } changePage();
O Shogunato foi um período na história japonesa que pode ser comparado ao feudalismo europeu. Os Shoguns eram grandes generais, que durante muito tempo conseguiram manter, à rédeas firmes e muitas disputas, seu poder assegurado. Eram em geral protegidos pelos valorosos samurais, sempre dispostos a ajudar.
Mas no final da década de 1860, o Japão entrou em um dos períodos mais tumultuados de sua história. Este período é conhecido como Restauração Meiji. A Restauração Meiji propunha a queda do Shogunato - que mantinha o país em uma forma de governo sob o comando ditatorial - para a abertura do Japão para o mundo. Por incrível que pareça, os militares cederam o seu poder sem grandes problemas. Porém, com isso, a classe dos samurais, que havia ganho grandes privilégios e um status invejável dentro da sociedade, perderam tudo o que tinham e muitos se tornaram ou professores, ou ladrões e assassinos de aluguel, ou ainda rurounis, andarilhos como Kenshin.
Há 140 anos ocorreu o Kurofuneraikou, quando um capitão chamado Matthew Perry chegou da América com a missão de estreitar laços de amizade entre os dois países (este "laço" foi um pouco peculiar: Perry trouxe uma brigada com 8 navios de guerra, e deu ao Japão 8 dias para decidir se abria ou não os portos para eles. O Japão, como não queria ser totalmente bombardeado, obviamente cedeu). Só que na ocasião estourou a guerra civil - Bakumatsu - e pôs fim à Era Edo, que durava desde o ano de 1600. O impasse surgiu quando a corrente do atual governo, a Edo Bakufu, não concordava em abrir as portas para negociações com outros países. Muitas províncias também se recusavam a aceitar forasteiros em suas terras. Só que algumas dessas províncias decidiram agir por conta própria, como a Choushuuhan que ficava em Kyoto, e abriram fogo contra os visitantes. A ação não agradou ao governo que enviou soldados para a província, resultando em combate e na morte de centenas de pessoas. A província não gostou da retalhação e se uniu a outras que estavam descontentes com o governo Edo, que mantinha o Japão preso ao Shogunato. Surgiu da união dessas províncias uma nova facção que lutava por um novo Japão, a Meiji Ishin.
A Meiji Ishin era encabeçada por três pessoas: Shintarou Nakaoka, Ryouma Sakamoto e Toshimichi Ookubo que passaram a organizar o movimento reformista.Temendo um ataque, o governo Edo cria uma polícia especial em Kyoto para deter os rebeldes, o Shinsengumi. Ela matava qualquer um que mostrasse um mínimo de alinhamento aos revolucionários. Para se protegerem, os líderes da Meiji Ishin recrutaram espadachins e formaram uma nova tropa, a Ishinshishi (a qual Kenshin se juntou!)
O que veio em seguida foram consecutivas batalhas sangrentas entre Shinsengumi e Ishinshishi. A Bakumatsu terminou com a vitória da Meiji Ishin, que estabeleceu um novo governo, a Era Meiji, baseado na cidade de Edo (atual Tokyo). Mas as mudanças sociais e políticas estavam apenas começando. Ainda havia descontentamento no ar e classes sociais marginalizadas, como a dos samurais. Durante muito tempo as autoridades do novo regime perseguiram os defensores do antigo sistema Edo, enquanto o Japão abria seus portos para outros países, e iniciava assim sua industrialização.
E é assim que a História e a história do mangá se fundem para contar a história de Himura Kenshin. Na Ishinshishi, havia um jovem homem que matou tanta gente que se tornou uma lenda, e passou a ser chamado de Hitokiri Battousai. Com a valorosa ajuda dele, foi trilhado o caminho para o começo de uma nova era do Japão.
Os SamuraisSamurai significa "aquele que serve". Guerreiros do período que vai de 1800 em diante, moravam em cidades-castelos, recebiam pagamento em arroz, e deveriam ser corajosos e leais, levando uma vida sem luxos. Extremamente habilidosos no uso da espada, da lança e do arco-e-flecha, eram famosos por estarem sempre prontos a se suicidarem no campo de batalha. O nome para isto seria sepuku, mas ficou conhecido no Ocidente como haraquiri (cortar a barriga). Samurai era um posto "hereditário", que seria recebido apenas se o filho tivesse honra o suficiente para tomá-lo.